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Notícias | Rio Grande do Sul PORTO ALEGRE

Primeira vítima da tragédia na Kiss fala por mais de quatro horas

Ex-funcionária trabalhava na cozinha e no bar da casa noturna; ela teve 40% do corpo queimado em razão do incêndio

Publicado em: 01.12.2021 às 22:26 Última atualização: 01.12.2021 às 23:00

Sobrevivente da tragédia e ex-funcionária da boate, Kátia Pacheco Siqueira foi a primeira vítima a ser ouvida nesta quarta-feira (1º), no primeiro dia de julgamento do caso Kiss, em Porto Alegre. No depoimento, que durou mais de quatro horas, ela respondeu a questionamentos das defesas, dos promotores e do juiz.

Juiz colhe o depoimento da primeira vítima ouvida
Juiz colhe o depoimento da primeira vítima ouvida Foto: Juliano Verardi / TJRS
Kátia, que na época trabalhava na cozinha e no bar da casa noturna, teve 40% do corpo queimado em razão do incêndio. Ela relatou que, ainda na boate, ela desmaiou e acordou 21 dias depois, em um hospital de Porto Alegre. No total, foram 46 dias internada, tendo passado por cinco cirurgias de enxerto de pele, além de diversas cirurgias reparativas. A vítima também precisou receber tratamento psicológico e psiquiátrico.

Durante o depoimento, Kátia ressaltou que na noite da tragédia, em 27 de janeiro de 2013, a boate estava lotada. Ela comentou que a política da casa era de que "quanto mais gente, melhor" e que eram frequentes os shows pirotécnicos nas apresentações musicais que o local recebia. No entanto, nos seis meses em que trabalhou na Kiss, a ex-funcionária não chegou a receber treinamento de evacuação do local.

Ela lembrou que, no momento em que o fogo começou, algumas pessoas gritavam que era briga. Porém, quando percebeu as chamas, tentou sair da boate, mas as pessoas começaram a se empurrar, o que dificultou a movimentação. "Tinha gente imaginando que a porta do banheiro era a porta da saída", disse, destacando ainda que era difícil sair da boate para quem não conhecia o local. 

O Ministério Público usou uma maquete digital onde a vítima pode detalhar sobre ambientes e fatos ocorridos em cada um naquela noite. Ela contou à Promotora de Justiça que a orientação da casa era só deixar sair se fosse paga a comanda.

Depoimentos

O segundo depoimento do primeiro dia de julgamento teve início depois das 20 horas. A sobrevivente Kelen Leite Ferreira, de 28 anos, que teve 18% do corpo queimado e parte da perna amputada, relata o que viveu na noite da tragédia.

Uma terceira vítima seria ouvida nesta quarta, mas, em razão do avanço do primeiro depoimento, a fala foi adiada para esta quinta-feira (2).

A expectativa é que no período da manhã do segundo dia de julgamento sejam ouvidos os sobreviventes Emanuel Almeida Pastl e Jéssica Montarão Rosado. Na primeira hora da tarde, deve prestar depoimento Miguel Ângelo Teixeira Pedroso, testemunha de acusação. Após, seguem os depoimentos previstos das vitimas Lucas Cauduro Peranzoni, Érico Paulus Garcia e Gustavo Cauduro Cadore.

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