Publicidade
Notícias | São Leopoldo Polêmica

Candidata diz ter sido desclassificada do Enem injustamente em São Leopoldo

Cecília Gorl, 20 anos, registrou um boletim de ocorrência na Polícia Federal na manhã desta segunda-feira (4)

Por Renata Strapazzon
Última atualização: 04.11.2019 às 11:28

Cecília Gorl, 20 anos, registrou um boletim de ocorrência na Polícia Federal na manhã desta segunda-feira (4) Foto: Reprodução
O primeiro dia de provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), realizado no domingo (3), terminou em polêmica em São Leopoldo. Uma candidata afirma ter sido desclassificada injustamente. Cecília Gorl, de 20 anos, fazia a prova na Escola Doutor Mário Sperb, no bairro Campina, quando, por volta das 16 horas, foi banida por supostamente estar passando cola a um colega. A jovem afirma ter apenas cumprido uma orientação feita pela fiscal da sala e, agora, busca provar sua inocência e retomar o direito de participar do exame.

Segundo Cecília, na sala em que ela prestava o concurso havia muitos idosos. Um deles teria perguntado a página da redação para a fiscal, que não teria informado ao concorrente. "Ela disse que não poderia dizer porque não tinha acesso à prova. Chamei ela (a fiscal) e informei a página para que ela falasse para o senhor que havia pedido. A fiscal me disse que, quando eu fosse ao banheiro, falasse a página a ele. Foi o que fiz. Uma outra fiscal me viu falando com o colega e eu acabei eliminada por cola", comenta Cecília.

Segundo ela, o caso foi levado para a coordenadora da prova na escola. "Na frente da coordenadora, a fiscal disse que eu era mentirosa e me chamou de maluca. Ela ainda se recusou a me dar o nome dela", conta a candidata. A Brigada Militar foi acionada, e Cecília foi obrigada a sair de dentro da escola. "Fiquei esperando até as 19 horas os outros colegas saírem da sala para eu ter acesso ao nome e contatos deles. Todos foram testemunhas de que eu estava falando a verdade", conta. 

Na manhã desta segunda-feira (4), Cecília registrou uma ocorrência na Polícia Federal. "Lá, me orientaram a procurar a Defensoria Pública. Estou correndo de todas as formas para fazer a minha prova, mas ninguém está me ajudando. Me preparei o ano todo para o exame e agora acabei eliminada justamente por fazer o que a fiscal me mandou", lamenta Cecília, que tenta, por meio do Enem, conseguir vaga na universidade para o curso de Medicina.    

A reportagem entrou em contato com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) pedindo uma resposta sobre o caso, mas ainda não obteve retorno. 


Quer receber notícias como esta e muitas outras diretamente em seu e-mail? Clique aqui e inscreva-se gratuitamente na nossa newsletter.

Gostou desta matéria? Compartilhe!
Encontrou erro? Avise a redação.
Publicidade

Olá leitor, tudo bem?

Use os ícones abaixo para compartilhar o conteúdo.
Todo o nosso material editorial (textos, fotos, vídeos e artes) está protegido pela legislação brasileira sobre direitos autorais. Não é legal reproduzir o conteúdo em qualquer meio de comunicação, impresso ou eletrônico.