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Opinião

A Copa do Brasil pode ser uma sobrevida milionária para o Noia

Por Jauri Belmonte
Última atualização: 05.12.2019 às 16:28

O Esporte Clube Novo Hamburgo está prestes a confirmar sua vaga na Copa do Brasil de 2020. Para isso, o Noia depende da classificação do Inter para a Libertadores do ano que vem. Por favor: não entro no mérito de você estar torcendo ou secando o Colorado ao ler este texto, pois no momento isso não é importante. O que tem relevância, aqui, é que o clube da cidade pode conquistar, pela quarta vez na história, uma vaga no certa nacional, o que seria uma sobrevida ‘milionária’ ao Campeão Gaúcho de 2017.

Não sei se o Noia terá chances de promover mais uma epopeia, como há dois anos, e levantar a taça, surpreendendo a tudo e a todos. Mas as pretensões do time comandado por Julinho Camargo que, até então, disputaria apenas o Gauchão, passam a ter uma relevância maior com um calendário mais ‘inchado’. Sem contar na questão financeira: R$ 525 mil só para entrar em campo na primeira fase, independentemente do adversário. Ainda há grandes chances da partida ser televisionada.

Para grandes clubes, o valor pode ser comparado a migalhas. Já para um futebol que respira com a ajuda de aparelhos e poucos abnegados como o do interior gaúcho, é uma bolada. Ainda mais quando falamos de um clube que, infelizmente, não conta com um apelo (e aderência) popular como Brasil, Pelotas, Juventude, Caxias e o próprio São Luiz de Ijuí, por exemplo. Nestes locais, o abraço das comunidades tende a ser maior. Faz parte, parece-me ser algo cultural e, particularmente, espero que mude um dia.

Mas para não perdermos o foco, seguimos. Muito além do que a angústia e a ansiedade do torcedor que fica à beira do alambrado no Estádio do Vale, o fato é que jogar uma Copa do Brasil pode elevar mexer com tudo. Desde o emocional dos fanáticos até o sentimento de pertencimento daqueles que são apenas simpatizantes. Sem contar nas lembranças. Uns lembrarão do épico jogo contra o ABC de Natal, na noite gelada de 30 lembrarão de quando percorreram as calçadas estreitas do bairro Vila Rosa, de mãos dadas com seus pais ou avós, indo para o saudoso Santa Rosa antes de uma partida decisiva. Abriu-se uma nova porta para o Noia. Agora é aproveitar o momento e, quem sabe, voltar a respirar sem a ajuda de aparelhos.


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