Publicidade
Opinião Opinião

Fundo eleitoral é uma agressão

Por Cláudio Brito
Última atualização: 07.12.2019 às 08:00

As regras que definirão a formação do Fundo Eleitoral, ao tempo em que vão garantir o financiamento das eleições de 2020, com sobras até, definharão o que deveria ser destinado à Saúde, entre outras fontes de recursos. O tema do Fundo Eleitoral já liquidou com o partido do presidente Bolsonaro, o PSL que o elegeu. O confronto com o deputado Luciano Bivar, presidente nacional da sigla, levou Bolsonaro a desfiliar-se. Na raiz da crise, o Fundo Eleitoral.

Destinado ao financiamento das campanhas eleitorais, estamos falando de dinheiro público, buscado no Tesouro Nacional e distribuído aos partidos políticos para que financiem suas campanhas. Não é o único fundo à disposição da atividade política no Brasil. Há mais de cinquenta anos existe outro, o Fundo Partidário, que tem como objeto a manutenção dos partidos e o custeio de suas atividades rotineiras.

Há critérios de como deve ser dividido o dinheiro do Fundo Eleitoral entre os partidos, com percentuais definidos pelas regras estabelecidas pelo TSE. A primeira parte será de 2% repartidos entre todas as siglas. A parcela mais elevada será de 48% distribuídos entre os partidos na proporção de suas bancadas na Câmara de Deputados.

Não é na repartição que está o problema. O que considero indevido e defino como uma agressão à sociedade, que ao fim paga toda a conta, é a fonte dos recursos, o Tesouro. Todo o dinheiro que está lá é do povo e deve ser canalizado à satisfação dos bens sociais inalienáveis. Os partidos querem R$ 3,8 bilhões para o Fundo Eleitoral, à custa de cortes nas verbas da Saúde, Educação e infraestrutura. É uma agressão e cabe lembrar: agressão é crime.

 


Mais praticidade no seu dia a dia: clique aqui para receber gratuitamente notícias diretamente em seu e-mail!

Gostou desta matéria? Compartilhe!
Encontrou erro? Avise a redação.
Publicidade

Olá leitor, tudo bem?

Use os ícones abaixo para compartilhar o conteúdo.
Todo o nosso material editorial (textos, fotos, vídeos e artes) está protegido pela legislação brasileira sobre direitos autorais. Não é legal reproduzir o conteúdo em qualquer meio de comunicação, impresso ou eletrônico.