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O vírus da loucura

Vírus do extremismo se alastra mais do que o do coronavírus no País

Por Guilherme Schmidt
Publicado em: 20.04.2020 às 14:59 Última atualização: 20.04.2020 às 15:00

É um direito das pessoas protestarem contra os decretos que trazem restrições a atividades econômicas, alegando que isso traz prejuízos. É um direito as pessoas serem contrárias aos governantes. De pedirem soluções que possam chegar, talvez, a um meio termo razoável para todos. Assim como também é direito das pessoas serem favoráveis a governos que decidiram pelo isolamento. De apoiarem as medidas de restrição, mesmo que isso possa gerar prejuízos. Enfim, isso é democracia. Mas o que pensar quando alguém decide ir às ruas para apoiar exatamente o fim destes direitos? O que se viu no final de semana a favor de um golpe militar é algo fora da curva (palavra em voga atualmente) da racionalidade. Exaltar o Exército Brasileiro no seu dia é algo válido, valorizando nossas Forças Armadas, que são tão importantes para o nosso País. Mas utilizar a data para pedir intervenção militar e censura é algo descabido.

O extremismo direita x esquerda no País está sendo levada às raias da loucura. Não se pode apoiar qualquer tipo de ditadura, seja ela de qual lado for. Entende-se que estamos vivendo um momento atípico, mas é preciso ser racional, equilibrado, entender que não há espaço para insanidades que são disseminadas via redes sociais de uma maneira irresponsável. O vírus da loucura se alastra assustadoramente no País. Um desdobramento da guerra direita x esquerda que nestes últimos cinco anos se intensifica por meio das redes sociais, onde notícias falsas, inventadas com o propósito de aterrorizar e inflar uns contra os outros, só tem um objetivo: poder. O coronavírus é uma infeliz realidade. Mas ainda mais infeliz é a realidade de pessoas que aproveitam este momento para fomentar ódio e ignorância.

Feriadões na região

As prefeituras de Sapucaia do Sul e Esteio não abrirão hoje e amanhã. Sapucaia decretou ponto facultativo nesta segunda e Esteio antecipou o feriado municipal de 22 de agosto. Já, amanhã, é feriado nacional (Tiradentes).

Em ação

Apesar do feriadão, o prefeito Luis Rogério Link, de Sapucaia do Sul, estará na ativa, juntamente com sua Procuradoria para discutir o decreto municipal do anticoronavírus que “vence” amanhã, dia 21.

Ensino

Primeira atividade a ser totalmente suspensa devido ao coronavírus há um mês, a previsão de retorno às escolas em maio parece pouco provável. A suspensão das aula é até 30 de abril, mas deve ser prorrogada. Um ano letivo que ficará na memória dos alunos, pais e professores.

Dia do Índio

A data lembrada ontem, dia 19, neste ano se desenrola sem atividades. Escolas normalmente marcavam ações na semana, inclusive convidando os membros da aldeia caingangue Por Fi Ga, de São Leopoldo. Mas, como tudo, o vírus afetou programações. A aldeia caingangue capilé, aliás, que vive do artesanato e que não pode ir às ruas vender (prejuízo foi grande na Páscoa) pede auxílio. O vice-cacique Antônio dos Santos organiza as doações pelo telefone 99815-5585.

Sem isolamento no videomonitoramento

Em meio ao avanço do novo coronavírus, um outro problema a ser freado na região é o tráfico de drogas. Pelas câmeras de monitoramento de São Leopoldo, a Guarda Municipal flagrou ocorrência na madrugada da última sexta-feira, no Centro da cidade (esquina da Rua 1.° de Março com Lindolfo Collor). Um suspeito foi pego negociando pedras de crack junto a um veículo que apareceu nas imagens. Levados à Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA), um foi enquadrado no crime de tráfico e o segundo assinou termo de responsabilidade por porte de drogas.


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