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A molecada se diverte

Por Ivar Hartmann
Publicada: 30.06.2020 às 15:10

Em Portugal, com o aumento do vírus chinês, o governo impôs novas restrições, nas quais, como aqui, os maiores prejudicados são o comércio e a indústria. Lá, rastreando o recrudescimento, descobriu-se que a origem foram festas clandestinas destinadas a jovens. Aqui, a polícia dá batida em propriedades rurais e urbanas ou aproveita a análise de convites feitos pela Internet para impedir a realização destes encontros, um dos quais tinha como propagada: todo mundo deve sair bêbado.

Estas festas são promovidas por indivíduos que aproveitam a rebeldia dos jovens para faturar à custa de sua pouca vivência. Sempre foi assim. Desde que o mundo é mundo que os jovens são rebeldes. O fato é que esta rebeldia agora traz problemas para suas famílias e amigos face a liberalidade dos costumes, próprios de encontros que giram em torno de bebida e música.

E será que muitos jovens desempregados, que estão com problemas pela loja que quebrou ou pela fábrica que fechou não são exatamente aqueles que foram nas festas, ficaram contaminados, voltaram para suas casas, contaminaram terceiros e obrigaram a novas medidas restritivas dos governos? É um círculo vicioso. Os empresários colocam bandeiras pretas na frente de seus negócios fechados, enquanto a polícia vai atrás de festas clandestinas. Duas faces da mesma moeda. Denunciar as festas que tanto mal estão causando é obrigação de todo proprietário de negócio, grande ou pequeno. Impedir o acesso dos jovens a estas festas é obrigação de todos pais, os que sofrem pelo desemprego, e os que ainda estão livres dos problemas causados pela pandemia. Prender os responsáveis pelas festas, causar desconforto aos frequentadores, é obrigação da polícia que está fazendo seu papel em todos estados do país conforme se vê pela televisão. Precisa ser ajudada. Os moleques dançam, bebem e depois sofrem. Os adultos são omissos, calam e depois sofrem.


O artigo publicado neste espaço é opinião pessoal e de inteira responsabilidade de seu autor. Por razões de clareza ou espaço poderão ser publicados resumidamente. Artigos podem ser enviados para opiniao@gruposinos.com.br


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