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Educação

Por Marco Cassel
Publicado em: 25.11.2021 às 03:00

Preocupa-me esse direcionamento estritamente técnico da educação no Brasil. Penso que o conhecimento técnico é importante, mas ignorar a subjetividade humana é como transformar a educação numa fábrica de humanoides.

Grandes pensadores foram técnicos, mas não deixavam de lado a arte, a filosofia, as humanidades. Pascal fora matemático e filósofo; Freud e Viktor Frankl, médicos psiquiatras, neurologistas, mas bebiam de várias fontes, dentre as quais filósofos existencialistas; Leonardo da Vinci, matemático, engenheiro, mas também pintor, escultor poeta e músico. Todos grandes pensadores da humanidade.

Racionalizar e ter uma visão apenas tecnicista do ser humano e da vida talvez tenha a intenção de padronizar nossas ações e pensamentos a serviço de um mundo regido, para alguns, apenas por interesses econômicos. Somos muito mais do que simplesmente a técnica. Somos técnica, arte, subjetividade, pensamentos, crítica e reflexão. Precisamos pensar e sentir nossa existência, sob pena de seguirmos por caminhos que se afastam de quem somos verdadeiramente. Temos que ensinar a nossos filhos e alunos que são muito mais do que seres produtivos, que também são seres criativos e carregam dentro de si nossa humanidade.

O filósofo dinamarquês Kierkegaard, no meio da discussão entre racionalistas e empiristas, disse que entre a razão e a experiência está a existência. Não podemos e não devemos sufocar nossa subjetividade para que continuemos questionando os caminhos e conquistas de nossa civilização.


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